quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Princípio do perdão

Temos visto e conhecido o perdão como um elemento importante, que muito representa o evangelho e a centralidade dele: Cristo. Porém, da mesma forma, temos percebido, de maneira crescente, um fundamento errado na concepção de perdão.

Em simples palavras: exercemos o perdão quando alguém erra contra nós. Se alguma pessoa errou contra mim, devo perdoá-la. Contudo, qual é, afinal, o real motivo do perdão? – Quero que entenda que não há algo, na pessoa que praticou o erro, que justifique o perdão. Também não há nada que ela possa fazer para “merecer” seu perdão.

Se você fez algo contra mim e que me feriu, eu preciso lhe perdoar. Mas não porque depois você fez alguma coisa boa, ou me agradou, ou me presenteou. Afinal, se eu lhe perdoo por qualquer uma destas razões, eu estaria, na verdade, “negociando” ou “condicionando” o meu perdão (uma atitude, no mínimo, bastante interesseira). Seria mais ou menos assim: “Faça-me algo de bom, que eu lhe perdoo pelo mal que você me fez anteriormente”. Infelizmente, muitas vezes, temos agido assim.

O perdão não é algo dado a alguém por “merecimento”. Não devemos procurar em nosso próximo algo que o faça ser digno de perdão. É por isso que, por diversas vezes, temos dificuldade em perdoar – porque queremos algo em troca, ou que a outra pessoa faça alguma coisa que a torne merecedora. O perdão é concedido através de um ato de amor, e este, por sua vez, é inegociável e incondicional. (Que bom que Jesus nos ensina sobre o perdão, no capítulo 6 de Mateus, após já ter nos ensinado, no capítulo 5, que devemos amar nossos amigos e inimigos!).

Embora a Bíblia nos ensine bastante a respeito do perdão, temos trocado, muitas vezes, consequências por princípios.

Princípio
Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4:32

Princípio: Perdoe seu próximo como (e porque) Cristo perdoou você.

Consequência
"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas." Mateus 6:14-15

Consequência: Se você não perdoar aos homens, Deus não perdoará você.

Há uma relação muito importante entre “princípio e consequência”. O fator principal em nossas vidas deve ser: viver os princípios bíblicos por obediência e amor a Deus (em vez de: obedecer aos princípios por medo das consequências). Há uma profundidade muito grande nisso que pode mudar radicalmente a maneira de vivermos o evangelho.

O princípio é sempre o motivo pelo qual você deve agir em determinadas situações. A consequência sempre será um fator condicional nas atitudes que você tomar, caso não obedeça aos princípios. Perceba, na frase abaixo, uma verdade, porém, estabelecendo apenas a consequência:

Converta-se a Cristo, senão você vai para o inferno!

E agora trazendo o princípio:

Converta-se a Cristo porque Ele muito lhe amou e se deu para morrer em seu lugar!

Os princípios de Cristo são sempre fundamentados no amor. Deus os fundamenta em si mesmo (porque Ele é amor) e não em qualquer condição do homem pois sabe que qualquer motivo para agir que não seja Seu amor, Sua glória e Seus atributos é insuficiente.

Viver observando a consequência nos traz um peso muito grande e faz-nos sentir presos (não a Cristo, mas ao medo das consequências), ao contrário de viver observando os princípios (que nos traz paz). Na realidade, isso também nos prende, mas a Cristo e ao Seu amor.

Finalizando em poucas palavras:
Perdoar alguém está mais relacionado ao amor e ao fato de sermos imitadores de Cristo (fazendo o que Ele fez e faz conosco) do que a algo que devemos fazer para ficarmos livres, sem culpa ou impedidos de crescer espiritualmente. Infelizmente, muitas vezes, em vez de exercermos a misericórdia e o amor que temos (ou deveríamos ter) pela pessoa que errou contra nós, encaramos a questão de "liberar perdão" como um processo em favor da nossa própria saúde espiritual. Talvez seja mais fácil ouvir: "Perdoe o seu próximo para que você não fique preso e impedido de crescer!" do que: "Perdoe o seu próximo porque Cristo assim fez conosco, demonstrando seu grande amor por miseráveis pecadores!". Qualquer coisa que não seja amor é pouco para exercer o verdadeiro perdão.

Texto: Willy Menezes
Revisão ortográfica: Pablo Aires

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Satisfação e aceitação

Depois de bastante tempo sem escrever por aqui, Deus tem relembrado algo em meu coração que sempre tenho compartilhado com alguns amigos. Penso que seja uma boa ideia compartilhar com vocês também.

Em nossos dias, é aparentemente comum nos depararmos com certas responsabilidades que, ao serem satisfeitas, nos dão a sensação de que realmente cumprimos o dever que precisava ser cumprido. Este é um senso normal de responsabilidade, o qual é, no mínimo, muito importante.

Entretanto, quando olhamos para a Bíblia, entendemos que nem tudo é do jeito que sentimos ou pensamos. E infelizmente, este mesmo senso de responsabilidade conduzido e interpretado de maneira errada pode complicar um pouco a nossa vida cristã. Vamos já entender!

Por muitas vezes, somos bastante zelosos no que diz respeito à obra de Deus e isto não é necessariamente um problema. Em muitos momentos, nos focamos em realizar algo da melhor maneira possível, ou seja, não queremos errar (e isso é ótimo), mas sim, cumprir certas responsabilidades diante de Deus por alguns motivos. Contudo, um grande problema pode ser iniciado a partir daí se o nosso coração não estiver no centro da vontade de Deus.

Infelizmente, interpretamos de maneira muito errada certas situações quando consideramos, para com Deus, o mesmo senso de responsabilidade que utilizamos para tantas outras coisas; acreditamos, por muitas vezes, que realmente precisamos ter todo o zelo, fazer o melhor e ser perfeitos para, deste modo, recebermos a aprovação de Deus. Além disso, outro problema nisso tudo é o fato de que, quando não alcançamos êxito naquilo que fizemos, sentimo-nos reprovados diante de Deus, indignos, insatisfeitos, fracassados e arrasados.

Começamos a acreditar que Deus não nos aceita por conta do nosso fracasso. Lamentavelmente, isto pode ter uma consequência ainda maior. (Entenda que não estou dizendo que você não deve fazer algo com excelência para Deus. Porém, o fato é que isso não te fará mais aceitável e atraente para Ele – esta não pode e não deve, portanto, ser a finalidade de suas ações).

Entendo que, por muitas vezes, procuramos desempenhar nossas atividades com o maior zelo possível com o intuito de agradar a Deus porque Ele é santo e merece o melhor. Porém, se essa busca for conduzida de maneira errada, poderemos nos encontrar diante de algo que, infelizmente, ainda é um grande problema em nosso meio: sacrifícios e grandes obras em busca da satisfação e aceitação. Te explico melhor!

Quando pensamos desta forma, estamos procedendo como quem procura por recompensas ou, ainda, como alguém que quer se tornar “mais apresentável” diante de Deus. Em diversas vezes, agimos com esse tipo de “propósito” quando exercemos algum cargo na igreja, participamos de vários ministérios, realizamos missões e evangelismo, fazemos jejum e caminhadas de oração, pregamos, discipulamos, dançamos, gritamos, corremos, trabalhamos em várias coisas na igreja, passamos madrugadas acordados, subimos no monte... E no fim, por causa deste nosso “senso de responsabilidade”, acreditamos que, ao cumprir todas estas coisas, receberemos uma maior aprovação diante de Deus e que Ele se achegará a nós por causa de tantas “obras excelentes” realizadas. Na verdade, nada disso nos faz aceitáveis diante de Deus. A única “obra” que proporciona isso decorre do que o próprio Jesus Cristo fez por nós: a redenção pelo Seu sangue. É somente por meio de Sua graça que podemos ter essa aceitação, afinal, o que realmente merecemos por nós mesmos é a morte, e morte eterna!

Não seremos melhores enquanto estivermos preocupados primeiramente em apresentar grandes coisas (ou grandes ofertas e sacrifícios) diante de Deus. Devemos ter sempre em mente que o que agrada a Deus é, na verdade, o fruto que provém de um coração rendido a Ele. Veja o que diz a palavra:

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” Miquéias 6:6-8

O excesso de atividades relacionadas às coisas de Deus nos dá, em diversos momentos, a sensação de realização, satisfação e dever cumprido com Deus. Precisamos entender, contudo, que não temos condições de fazer o que o próprio Deus já cumpriu por meio de Cristo. Infelizmente, por falta de entendimento, acabamos nos envolvendo em um verdadeiro “ativismo”: começamos a andar de um lado para o outro, nos cansamos e, ao final de tudo, encontramo-nos saturados, esgotados e insatisfeitos. Passamos a viver nesta constante busca pela aceitação de Deus e da igreja através das nossas obras e ações e acabamos nos esquecendo do principal, da melhor parte:

Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:40-42

Observando o trecho acima, podemos perceber que não era errado o fato de Marta querer servir, afinal, isso é bíblico. Em muitas situações, contudo, iremos nos deparar com atividades e responsabilidades que “são de Deus”, que “são bíblicas”, mas que não devem ser assumidas apenas pelo fato de “serem boas”. A verdade é que, em determinados momentos, Deus quer apenas que aquietemos nossos corações, respiremos fundo e nos coloquemos atentos à Sua voz; quer que nos separemos para orar e ler sua palavra, contemplá-lo e descansar n’Ele. E até mesmo, quem sabe, ir pescar, fotografar um pouco ou conversar por horas com os amigos.

Toda boa obra e tudo o que fizermos deve ser fruto da salvação de Cristo em nossas vidas. De maneira nenhuma O recompensaremos por obras quaisquer que venhamos a fazer. Porém, isso não invalida o fato de termos que servir a Deus sempre com excelência; o que não podemos é acreditar que isso nos tornará melhores, mais santos e aceitáveis diante d’Ele e esperar que Deus nos diga um “obrigado” por isso.

"Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer." Lucas 17:10

Deus nos ama independentemente de nossas obras, ou seja, o seu amor não depende de esforço algum da nossa parte. Se fosse considerar o que fazemos, Ele nos odiaria eternamente. Entretanto, Ele nos ama simplesmente porque decidiu nos amar! E este, portanto, é o principal motivo pelo qual você deve se sentir amado por Deus e pelo qual devemos ser eternamente apaixonados por Ele!


Coisas que não estou dizendo:

·         Que você não deve procurar fazer com zelo as coisas do Senhor;
·         Que você não pode ou não deve ficar satisfeito com seu trabalho;
·         Que Deus não se importa com o que você faz ou deixa de fazer;
·         Que pra Deus tanto faz você fazer bem feito ou mal feito;
·         Que você não deve realizar boas obras;
·         Que seu trabalho é em vão para o Senhor;
·         Que você não deve fazer algum esforço ou sacrifício na obra de Deus.


Texto: Willy Menezes
Revisão ortográfica: Pablo Aires


quarta-feira, 6 de março de 2013

O declínio da Igreja e um silêncio de esperança

A Igreja, de maneira geral, parece estar em um estado de declínio. Não em número de membros, não em quantidade de templos construídos, muito menos em receitas arrecadadas; mas em amor, misericórdia, compaixão e na simplicidade de viver o evangelho em sua essência.

Não é difícil encontramos dentro de igrejas pessoas que se sentem “vazias”. E pra parecer talvez ainda mais estranho, todos os domingos estão presentes nos cultos, cumprem os ritos necessários e ofertam, mas nada parece mudar. Há um vazio, um silêncio que grita (por vida) dentro de suas almas. Mas que parece um pouco ainda sem sentido.

Há ainda aqueles que se sentem tão pouco amados - o que não deixa de ser uma verdade na maioria das vezes. Muitos destes ainda assim são obrigados a ouvir uma certa mentira no: “diga ao irmão que está ao seu lado que você o ama e que ele é especial pra você” (glória a Deus quando isso é verdade, mas infelizmente parece que em poucas vezes).

Não é de se assustar que muitos acabam esfriando, se decepcionando com o posicionamento da Igreja (que por sinal, sou parte), e por fim se afastam do convívio daquele povo que se reúne periodicamente em um local e que diz ser a Igreja. As vezes olhamos para o lado, encontramos outra parte que corre, corre mas parece que sem sentido ou sem direção. Sem fruto, sem resultado, apenas energia e no fim, lágrimas de uma vida exausta.

Existe uma preocupação tão grande com coisas desnecessárias e que acabam tomando muito da nossa atenção e nos cansando, nos saturando. Enquanto isso, deixamos de lado a prática do amor, o cuidado com as almas. Brigamos tanto por defender nossas denominações e doutrinas humanas, mas lutamos tão pouco por salvar e cuidar de vidas.

Outra parte da Igreja acaba se acomodando. Criamos uma superficialidade no relacionamento com Deus e atribuímos o levantar as mãos e cantar algumas canções aos domingos a uma intimidade com Deus. E infelizmente até nos refugiamos em algumas obras sociais ou outros trabalhos, sorrindo e com um olhar de piedade (sem muitas vezes termos um verdadeiro amor).

O mundo espera pela manifestação da Igreja de Cristo. E nós podemos fazer isso!

Enquanto tudo isso acontece a Igreja parece ficar em silêncio, mesmo muitos já sentindo uma imensa dor e uma grande necessidade de transformação. Com tudo isso ainda é difícil a Igreja tomar uma atitude de mudança. Mas sei que uma pequena nuvem se aproxima, e que com ela, um grande mover de Deus sobre a nossa geração. Somos ainda poucos talvez, mas importa é que Deus esteja a nossa frente e que tudo isso que sentimos, seja por cuidado do Espírito Santo.

De repente você não acha nada disso interessante, mas caso você sinta tudo isso também, saiba que você não está sozinho(a), então ore pra que Deus continue gerando em nossos corações um incômodo pelo estado da Igreja atual, e que nós possamos ver estas coisas da maneira que Deus ver. E que todo esse sentimento possa se transformar através da oração em atitudes direcionadas por Deus e que possam resultar em um grande avivamento no meio de nossa geração. E que os jovens possam doar suas forças para isto.

Não pense que a melhor solução seja deixar o convívio com a Igreja ou quem sabe, de uma maneira alternativa viver de forma independente ou isolada. Deus quer uma grande transformação gerada no coração da Igreja e nós, pelo visto, somos chamados pra causar isso por intermédio do Espírito Santo.

Em tudo seja provadas nossas intenções pela consciência do Espírito Santo. E que nos lembremos de uma frase que me marcou bastante, como disse Paul Washer: “Veja se seus joelhos estão sangrando antes de iniciar qualquer tipo de reforma”. Que não venhamos causar nada por qualquer outro motivo, a não ser porque o coração de Deus chora por esta transformação. Pois o que passar disso é orgulho e inútil. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Por uma Igreja simples e verdadeira,

Willy Menezes

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A vida preciosa e a lágrima dos aflitos

Sabe, às vezes supervalorizamos nossas vidas e nossos sonhos. A princípio isso parece até bom e justo, principalmente se for de acordo com os nossos esforços e por termos lutado tanto pra conquistar aquilo que queremos. Mas por outro lado penso e sinto hoje que isso em parte, parece no fundo, um pouco de egoísmo e vaidade. Mas podemos nos justificar bem para dizer que não é.

Quando comecei a me envolver mais com missões, pude perceber uma triste realidade da igreja e das nações. Pude perceber uma fraqueza nossa (igreja) e falta de coragem. Na mesma proporção, pude conhecer um pouco da necessidade de muitos ao redor do mundo (e não conheço tanto).

Por várias vezes já parei para pensar em minha vida, levando em consideração estudos, profissão, carreira e tudo que eu poderia conquistar. Isso nos trás as vezes satisfação. Não somente a nós, mas também à nossa família. E particularmente, tenho muitos sonhos e projetos que seriam brilhantes, se executados!

Hoje sei e creio que a qualquer momento minha vida pode ser tomada, da mesma forma que a sua, da mesma forma como vemos todos os dias nos jornais vidas indo embora. Sonhos e planos que se resumem a NADA!

E o que eu não quero é viver sem poder dar minha vida por outros, o que ainda faço tão pouco. Jamais quero ter a sensação de tempo perdido aqui na terra. Não quero chegar a certa idade e pensar: “eu poderia ter feito mais”. Não quero ir embora sem cumprir da melhor forma o que Deus me disse para fazer: amar a Deus sobre todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo.

E por falar no meu próximo, em média 70% dos asiáticos nunca ouviram falar de Jesus Cristo, metade da população mundial vive com menos de R$ 4,00 por dia. 30 Mil pessoas morrem de fome todos os dias. Há em média 13.000.00 de órfãos no mundo. A prostituição, o abandono, as drogas, doença, a morte alcança essas pessoas diariamente. Estes também são meus próximos. Mas pra fazer isso, as vezes custa a nossa própria vida, os nossos próprios sonhos.

“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” Atos 20:24

Há muito trabalho, muito. E como disse William Wilberforce: “Que não seja dito que fiquei em silêncio quando precisaram de mim”

Devemos aprender mais sobre o amor e misericórdia, e nos importarmos mais em levar alegria aos povos: Jesus Cristo - Quanto será que vale levar a esperança àquele que nunca a conheceu? Levar paz ao aflito, libertar os oprimidos, aliviar as dores dos que sofrem, dar pão ao faminto, amar ao próximo... Como a Bíblia nos ensina. Quanto vale? Vale as vezes abandonar muitos dos nossos sonhos para poder fazer aquilo que a Bíblia nos ensina a fazer.

Penso que quanto mais valorizamos nossa vida, mais longe estamos de cumprir o propósito de Deus para nossa vida aqui na terra. E assim também Jesus Cristo nos deixou um ensinamento:
 “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16:24-26

Infelizmente a prioridade da igreja não parece ser essa. Vemos tantas vezes brigas teológicas, divisões, discussões que não levam a lugar algum, investimentos altos em templos de forma desnecessária, enquanto o mundo necessita do amor que dizemos ter, da misericórdia, da justiça, da igreja. Centenas de missionários são perseguidos por testificarem desse amor, e se nós não somos, vamos nos unir neste sofrimento e orar por estas vidas.

...Homens dos quais o mundo não era digno!

Willy Menezes

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Viva



Viva – Mas viva com toda intensidade que essa palavra pode ter, sem desperdiçar nada dela. Sem deixar de lado seu verdadeiro sentido. Viva, e faça aquilo que realmente é importante, aquilo que realmente fará diferença, ou aquilo que faria falta. Viva de maneira que as pessoas possam se sentir melhor. Viva - E não tenha medo de ser achado louco(a) ou talvez ridículo(a), a maioria das pessoas nunca vão entender o que se passa em seu coração, mas algo faz sentido, e você sabe disso. E pra elas, pouca diferença faz.

Viva – Mas faça outras pessoas felizes também, realize-se. Abrace, beije, gaste madrugadas conversando com seus amigos, sorria com eles, vá à praia, veja o pôr-do-sol, e o nascer também, chegue tarde, caminhe descalço, tome um banho de chuva, deixe de atender um telefonema as vezes, e até de ver suas atualizações no facebook nesta noite; durma, assista filme, coma chocolate. Acorde cedo e faça uma caminhada, depois duas, prepare um belo café, dê bom dia na rua, sorria e agradeça a Deus. Supere um medo, e depois dois deles, arrisque-se. Vá um pouco além, peça perdão, arrependa-se também. Programe uma viagem, e aventure-se. Culture-se também! Assuma, e cumpra os compromissos, mas deixe alguns deles, pois pessoas são mais importantes, e talvez alguém precise de você agora. Dê a vida por alguém, senão isso, talvez seus ouvidos sejam o suficiente. Não tenha tanto medo de mudanças, mas se tiver, tenha mais coragem ainda para enfrentá-las. Elas são necessárias, e graças a Deus por isso. Pinte um quadro, mesmo que você não seja tão bom artista, talvez você descubra um dom, ou não. Mas acima de tudo isso, ame.

Ame como se não houvesse um amanhã. Não deixe de demonstrar, não deixe de dizer o que deseja para a pessoa amada. Não espere uma data especial. O amor e o medo não podem andar juntos. Não espere nada, não espere, porque o ontem já se foi, o amanhã talvez não chegue para alguém, e você tem apenas o agora pra fazer o que precisa fazer. Talvez uma das maiores dores seja ver amanhã que não se tem mais oportunidade de fazer o que poderia fazer agora, e o tempo não volta. É acordar e não ver mais a esposa ou o esposo ao seu lado, não ter sua mãe te esperando em casa, ou o amigo que você tanto amava... E sentir uma sensação de que ‘faltou algo’. Realmente talvez tenha faltado, mas não deixe que seja assim. Não saia da presença de alguém esperando encontrá-la depois para demonstrar o seu amor; nunca sabemos a última vez até que ela aconteça pela primeira vez.

Por uma vida mais simples e descomplicada,

Willy Menezes


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Um pequeno detalhe sobre o amor ao próximo


Outro dia assumi a alguém que agi de maneira errada com uma outra pessoa, eu disse que havia a tratado de maneira ríspida. Logo em seguida, sem demora, a pessoa a qual assumi o acontecido me disse: “Mas você fez isso só porque ela mereceu, não foi?”. E no mesmo momento me veio em mente o quanto isso estava distante dos ensinamentos de Deus, mas parecia ser tão humano, normal e para satisfação humana: justo! 

O primeiro pensamento em nossas mentes normalmente é esse, de dar de acordo com o que recebemos (normalmente ninguém quer ficar por baixo). Pra isso usamos o conceito de justificativa para ter fundamento em nossas atitudes. Então nos achamos na posição de corretos e “fiz isso porque ela fez aquilo”. Nos baseamos em uma verdade, que por sinal pode até ser bíblica. Sim, a verdade é, mas a nossa reação, nem sempre são bíblicas diante das situações.

A bíblia nos ensina a agir de uma maneira completamente diferente: "A ninguém torneis mal por mal" é o que diz em Romanos 12. Esta afirmação não precisa de uma interpretação tão distante, mas precisa de um coração humilde porque normalmente no momento em que estamos certos é que não queremos sair desta posição, porque sabemos que estamos certos. E afinal, temos direito de estarmos assim. 

O difícil é estar certo e “abandonar” este direito por amor, produzindo vida e misericórdia, mas isso requer humildade. Podemos chamar de “renúncia”, “entrega de direito” entre outros, mas você sabe do que estou falando. A situação bíblica citada é bem real e presente em nosso dia-a-dia. Dando-nos o sentido de não retribuir a alguém de acordo com o mal que ela nos fez. E mais adiante, no mesmo capítulo ainda diz: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Além de tudo, nos ensina a retribuir com o bem, só pra completar! Bem, é só uma verdade bíblica, nada além disso. Mas para mim isso é tudo!

Dar a alguém o que ela merece parece ser bom, justo e correto. Mas sinceramente vejo que isso não tem reproduzido amor algum dentro de nós. Consequência nem sempre parte da justiça humana. Ser justo nem sempre é produzir a devida consequência a alguém. Amar não se faz por atos merecidos, mas é muito mais em dar o amor a alguém, mesmo sem ela merecer. Quando o amor a alguém acaba por ela não merecer mais, duvido bem que tenha sido realmente amor. Entendam que falo do amor como mandamento de Deus a nós em relação a nosso próximo. Não reduzam este amor a um relacionamento de namoro, casamento ou algo parecido. Se pensarmos na vida em ter o que merecemos e em dar o que é merecido, não teríamos nem vez pra estarmos aqui. Pois só estamos por algo que temos e nunca vamos merecer: o amor de Deus!

É, temos muito que aprender ainda.

Por uma vida simples e descomplicada,

Willy menezes

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um evangelho verdadeiro?


Eu sei que nunca vou me decepcionar com o evangelho do Reino de Deus. Eu não me envergonharei dele, de maneira alguma. Mas muitas vezes sinto vergonha de como muitos tem respondido à esse evangelho, e de quanto eu mesmo, em minha fraqueza faço. Não é uma questão de "procurar o verdadeiro evangelho", porque sei onde se encontra, e é na Palavra de Deus, é a marca de Cristo; mas é a procura por verdadeiras pessoas que queiram o evangelho, porque pra mim só há um evangelho, só há uma verdade, só há um amor, e uma maneira de servir, com humildade. Nisso não há mistério.

O verdadeiro evangelho não foi perdido, de maneira nenhuma, e nem vai ser, porque há um evangelho e este é o verdadeiro; qualquer um outro não é. Não existe um meio evangelho, apesar de parecer que alguns desejam criar. Fico triste porque vejo muitos com várias ideias geniais, estratégias e mais estratégias, vários discursos maravilhosos, projetos e nomes grandes a respeito "do evangelho", enquanto nisto não consigo ver como verdadeiras pessoas do evangelho. Mas por outro lado, parece que ganham tão facilmente a mídia, o espaço em igrejas, e em tantos outros meios. E pra completar a "IGREJA" é facilmente dominada muitas vezes, porque não busca a instrução na palavra.

Eu já ouvi tanto falarem sobre a questão de viver este "verdadeiro evangelho"; e sei que não é fácil... Mas ao abrirmos a bíblia e voltar nosso coração àquela leitura, podemos descobrir o mais puro e simples evangelho, podemos pôr a prova as nossas próprias intenções, desejos, planos. Podemos confrontar a nós mesmos e se o que queremos é de acordo ou não com o evangelho, podemos entender o que ele quer que nós façamos aqui na terra. É bem nesse ponto que conhecemos pessoas verdadeiras que querem o evangelho, e aquelas que não querem. É no momento de "refazer" a nós mesmos, deixando de lado o nosso próprio domínio e nossas paixões; na hora de acreditar que melhor é ter fé e abandonar todos os planos, aceitando o de Deus, vivendo em Sua dependência. Na hora que a vida pode parecer não fazer mais sentido, mas Deus sempre será glorioso e a nossa fé se prende à Ele e não em plano, bênção, ou projeto algum que possa dar sentido à nossa vida, mas descansar por nossa vida ter sentido apenas nele.

Ao lermos esta palavra de Deus, não precisamos ser teólogos nem mestre algum para poder entender o quanto Deus quer de nós, e em que qualidade ele deseja que possamos o servir, na qualidade de amor e em entrega; não precisa-se de estudos tão aprofundados para saber sobre o que Ele fez por nós na cruz, e o que Ele quer que façamos, caminhando para esta cruz. Não há mistério que não nos faça entender, que assim como Ele morreu e nos trás a salvação, deseja também que possamos morrer para o mundo e levar esta mensagem de salvação para todos.

Eu quero muito que você e eu possamos descobrir sempre mais do evangelho, e dai provar a nós mesmos, não por nós, mas pela palavra e pelo próprio Deus; e ver a nossa vida pela perspectiva do evangelho, e não por nossa. Penso que olhando sempre da nossa maneira, as coisas estão ótimas. Mas pra olhar pela perspectiva do evangelho, temos que primeiro descobri-lo; e isso vamos conseguir mergulhando na leitura da palavra e na prática dela.

Que Deus nos ajude!

Willy Menezes, 14.09.2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A mágoa é uma raiva aguda


Por: Pr. Alcindo Almeida – Igreja Presbiteriana de Alphaville, São Paulo, SP.
Atentando, diligentemente, porque ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura, que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela muitos sejam contaminados (Hebreus 12.15).
Pensando um pouco hoje sobre a mágoa percebo que ela é uma raiva aguda a calculista. A mágoa é visceral, ela endurece nosso coração e destrói a vida, ela nos faz suspeitar de tudo, nos torna cínicos e também nos deprime. Lembro-me de uma pessoa que me interrompeu numa oração de maneira pública porque ela queria que eu orasse do jeito dela. Aquilo me irritou e provocou uma mágoa enorme dentro de mim. Levei algum tempo para compreender o efeito dela no coração. Pela graça perdoei a pessoa, mas os efeitos foram cruéis dentro de mim.
Muitas pessoas vivem com a raiva calculista dentro de si mesma. Vivem com um sentimento profundo de que a vida não é justa, que sofremos sem razão e nada será feito de nossas reclamações. A mágoa é um dos sentimentos mais cruéis porque ele torna todos os relacionamentos e a vida comunitária em algo bem difícil. Ela nos impede de procurar o perdão e nos rouba a alegria, ela tira nossa liberdade e interfere em nossa criatividade e coloca sentimentos negativos que definem nossa identidade.
A mágoa plantada no coração é como um veneno que tomamos e esperamos que o outro morra, mas na verdade os envenenados somos nós mesmos. Por isso, precisamos olhar para essa exortação de Hebreus: Nem haja alguma raiz de amargura, que, brotando vos perturbe, e, por meio dela muitos sejam contaminados. Quando a raiz de amargura toma conta da mente o nosso coração se enche de rancor, ódio e não há espaço para a graça do Eterno dentro de nós. A mágoa substitui a fé pelo medo, a esperança pela rivalidade. Então Deus nos chama para responder a mágoa na vida com amor e gratidão!
Quando não deixamos a mágoa tomar conta do nosso coração abraçamos a gratidão dentro de nós. Damos vazão à graça divina que atua em nós colocando um sentimento de tolerância para com os que nos ferem, paciência diante dos que são menos graciosos. Enfim, não contaminamos o coração porque a gratidão nos ajuda a superar os vícios do coração e a seguir a nossa vocação, enquanto que a mágoa nos paralisa e nos torna prisioneiros do nosso sofrimento. A gratidão nos abre para novas oportunidades.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Conquiste,

E porque não ser ousado?

Eu creio que grandes ideias e grandes conquistas são alcançadas por aqueles que são ousados. Sei que todos tem sonhos. Mas creio que pra ter uma vida realizada é necessário bem mais do que sonhar.

Sempre ouço pessoas compartilhando com emoção sobre sonhos e desejos maravilhosos; sei o quanto isso é interessante, mas sei também o quanto é triste ver que grande parte destes sonhos não se realiza, mas não é porque são grandes ou "inconquistáveis", e sim porque não ousaram o quanto era necessário!

Ousadia não é necessariamente um impulso, ou algo vindo da emoção, é mais que isso. Eu sempre penso: pra ser ousado tem que ser preparado! - Alguns querem ser ousados, mas não estão preparados, então regridem. E a preparação, para a boa lembrança de todos nós, faz parte de nossa atitude em busca dos sonhos.

Prepare-se! - Isso é algo que tenho visto por diversos ângulos o quanto é importante. Preparar-se para a vida, para as pessoas, para as oportunidades e para a falta delas também. Ser preparado é algo incrível até mesmo quando falta a "oportunidade", e então é o momento certo de se criar algo ainda não visto, ou gerar a oportunidade que não existia...

Temos que viver com mais coragem, penso que ultimamente muitos perderam a coragem de viver e de ir atrás de seus sonhos. Sim, penso isso porque é tão fácil ver pessoas que desmotivam por conta de dificuldades que aparecem no caminho. Isso pra mim soa como que se o seu sonho fosse menor que a dificuldade, ou que ainda não descobriu a capacidade e possibilidade de tornar seu sonho real - Eu creio que dificuldades virão, mas é necessário termos uma motivação ainda maior para prosseguir.

Uma coisa magnífica é ver que a cada vez que superamos uma dificuldade, estamos mais preparados. Logo as dificuldades fazem parte da conquista de nossos sonhos!

As vezes nos prendemos em um padrão mínimo de vida e isso nos torna acomodados e nossos sonhos passam a ser algo tão distante... Acredite, você pode! Eu posso! Nós podemos! - Não custa você ir atrás do que quer, com muita coragem e dedicação. Ou melhor, custa sim, o preço de não ter seu sonho realizado. Então você sabe o tamanho e valor do sonho que tem. Não tenha medo de falar, não tenha medo de agir. Tenha medo de ficar parado esperando as coisas acontecerem.

Pergunte a um atleta que conquistou a vitória; você vai ver que o reconhecimento com os troféus e medalhas nada mais é do que o resultado de um bom tempo de treino e dedicação. Aquilo é só o reconhecimento de sua vitória diária através dos treinos em busca de seu sonho!

Ultimamente tenho usado um exemplo pra isso... Eu digo que pra eu fazer uma prova, eu preciso estudar... E caso eu não me dedique e gaste tempo estudando, é pouco provável que no dia da prova eu ore a Deus e que ele me atenda... Mas se eu estudar, e dedicar realmente àquilo é bem mais fácil entender que Deus pode iluminar minha mente para que eu lembre tudo o que foi estudado - Isso me faz ver que eu tenho fé sim em Deus, mas que tenho responsabilidades e preciso cumpri-las também. É praticamente assim... Tenha fé, mas não espere que tire uma boa nota, caso você não estude. Deus faz o impossível, mas também justiça. E quanto Sua graça, já está derramada sobre nossas vidas!

Como ouvi outro dia em uma palestra o seguinte pensamento: "sorte é estar preparado para oportunidade quando ela aparece". Eu acredito que seja bem assim muitas vezes. As oportunidades acontecem, e nem sempre retornam!


Willy Menezes - SLZ, MA.
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial